Sobre meus costumes e nossa dança

Dançamos ontem como sempre fazíamos, você com vergonha de cada passo e eu com cara de bobo, que só enxergava o seu sorriso em seus olhos. Aquela dança molhada com cachaça e um toque de tempero efêmero que acentua a dor da ressaca no outro dia e que de alguma forma surpreendente me faz querer reviver tudo, cada segundo por diversas vezes.

Talvez mudando o clima, trocando o calor e o suor por uma brisa leve com nossos corpos nus na cama e com a cachaça ao lado, em cima do criado mudo eu possa ver o infinito do mundo, ou talvez ele esteja na minha frente mesmo.

Mas destas incertezas, eu tenho verdades, tenho você, tenho costumes bobos como, por exemplo, ter um rádio por perto para ouvir nossa música e enxergar constelações de suspiros toda vez que eu coloco a minha mão nas suas coxas passeando por seu corpo. Costumes como beber aquela cerveja na sexta-feira a noite como um palhaço que olhou no espelho e se entristeceu com o que viu.

Sim, meus costumes são realmente bobos e eu quero que seja assim, bobos, feios ou bonitos, talvez até inteligentes depois da meia noite, mas tão fugaz e feroz quanto o ataque de um lobo, exagerados como minhas palavras, mas também precisos e lentos quando necessários. Quero assim, quero isso, porque, simples assim, os seus passos completam toda a minha dança.

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